Sai Cunha, entra Rodrigo Maia: Novo presidente da Câmara dos Deputados vence com 285 votos
14/07/2016 03:14 em Brasil

Em votação no segundo turno para a presidência da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) venceu Rogério Rosso (PSD) e assume, até 2017, o comando da casa legislativa.

 

Rosso, que recebeu 170 votos, já havia sinalizado em seu último discurso, antes da votação final, que gostaria de fazer um "pacto" com o candidato do DEM, independente de quem ganhasse, e inclusive chamou o rival para lhe dar um abraço diante dos parlamentares.

"Vamos a partir de amanhã [hoje, dia 14] governar com simplicidade", disse o agora segundo colocado na linha de sucessão da República.

Histórico

Rodrigo Maia é bancário, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, tem 46 anos e chegou a ser cotado para liderar o bloco do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), tendo votado a favor do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

 

Nascido no Chile, veio para o Brasil com 3 anos junto com a família. Sua origem por pouco não lhe custou o cargo conquistado nesta quinta-feira (14). Sem a posse de uma certidão de nascimento, o deputado penou para conseguir provar sua elegibilidade diante da Mesa Diretora. A Embaixada do Brasil em Santiago foi acionada, localizou o registro feito pelo pai do candidato e transmitiu o documento para Brasília. 

Deputado federal desde 1999, Maia conquistou seu quinto mandato consecutivo com uma campanha de R$2,9 milhões em 2014.

Perspectivas

Aliado de Temer, o novo presidente da Câmara cumprirá o mandato tampão até o próximo dia 31 de janeiro — tempo suficiente para reforçar a bancada que quer ver Dilma definitivamente fora do poder.

Se o Senado resolver endossar o pedido de impeachment e Dilma for definitivamente afastada, Maia fica mais perto ainda de se tornar o primeiro na linha de sucessão, pois substituiria Temer interinamente toda vez que o peemedebista viajasse para o exterior ou, em caso de impedimento definitivo do presidente interino, assumiria o controle do país.

Além disso, o sucessor de Cunha administrará um orçamento anual de R$ 5,2 bilhões e terá ao seu comando cerca de 3,2 mil servidores efetivos.

(Fonte Sputnik)

 

 

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